Fico é uma fruta que é mencionada pela primeira vez na Bíblia é em Gênesis 3:7. A figueira é citada (Deuteronômio 8:8) como um dos produtos valiosos da Palestina. Era um símbolo de paz e prosperidade (1Reis 4:25; Miquéias 4:4; Zacarias 3:10). Os figos eram usados como remédio (2Reis 20:7) e, depois de esmagados, eram transformados em “bolos” para alimentação (1Samuel 30:12; Jeremias 24:2).
A maldição que Nosso Senhor proferiu contra a figueira perto de Betânia (Marcos 11:13) causou muitas dúvidas, especialmente porque o evangelista menciona que “a época dos figos ainda não havia chegado.” A explicação está no fato simples de que o fruto da figueira aparece antes das folhas; logo, se a árvore tem folhas, ela também deveria ter frutos. Ela deveria ter dado frutos se estivesse de acordo com suas “pretensões” de exibir suas folhas nesta estação. “Esta árvore, por assim dizer, se gabava de estar à frente das demais, desafiando os que passavam a se refrescar com seus frutos. Porém, quando o Senhor aceitou o desafio e se aproximou, ela se mostrou igual às outras, sem frutos, pois, como o evangelista observa, a época dos figos ainda não havia chegado. Sua falha, se é que podemos chamar assim, estava justamente em suas pretensões de se exibir antes das demais, quando na verdade não o fazia” (Trench, Milagres).
A figueira do Oriente (Ficus carica) produz duas e, às vezes, três colheitas de figos por ano:
- Bikkurah, ou “figo temporão” (Miquéias 7:1; Isaías 28:4; Oséias 9:10), que amadurece por volta do final de junho, caindo logo que amadurece (Naum 3:12);
- Kermus, ou “figo de verão”, que começa a se formar e amadurece por volta de agosto;
- Pag (plural “figos verdes”, Cânticos 2:13; do grego olynthos, Apocalipse 6:13, “o figo inoportuno”), ou “figo de inverno”, que amadurece em locais abrigados na primavera. [Easton, 1896]