Filipenses 1

1 Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:

Filipos. Paulo em sua segunda viagem missionário e seu companheiro Silas, tendo sido providencialmente guiados para esta cidade, pregaram o evangelho e fundaram aqui a primeira igreja na Europa. Este sucesso despertou a inimizade do povo, de modo que eles foram “maltratados e insultados” (Atos 16:9-401Tessalonicenses 2:2). Depois de deixarem esta cidade Paulo e Silas seguiram para Anfípolis. [Easton, 1896]

2 haja convosco a graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

graça – é o amor perdoador e redentor de Deus aos homens (veja Romanos 4:24-5:2,17-21; Efésios 1:6-7; 2:7-8, etc). [Dummelow, 1909]

3 Agradeço a meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,

Todas as epístolas de Paulo, exceto Gálatas, 1Timóteo e Tito, começam com uma ação de graças. Nesta epístola, a ação de graças é especialmente calorosa e sincera; nenhuma nuvem de dúvida obscureceu a confiança do apóstolo nos filipenses; ele derrama fervorosamente a Deus sua gratidão pelos dons espirituais deles.

meu Deus. O pronome possessivo “meu” expressa a consciência da sua relação íntima com Deus; lembra-nos de Atos 27:23: “Deus, de quem eu sou e a quem sirvo”. [Pulpit, 1895]

4 sempre em todas as minhas orações, com alegria, fazendo oração por todos vós,

Comentário de A. R. Fausset

com alegria. A alegria é uma característica marcante desta epístola, assim como o amor é na carta aos Efésios (compare com Filipenses 1:18; Filipenses 2:2; Filipenses 2:19; Filipenses 2:28; Filipenses 3:1; Filipenses 4:1; Filipenses 4:4). O amor e a alegria são os dois primeiros frutos do Espírito. A alegria dá um vigor especial às orações. Isso reflete sua alta consideração por eles, já que quase tudo neles trazia alegria a Paulo, e quase nada causava tristeza.

por todos vós. A repetição frequente de “todos” com “vós” nesta epístola mostra que Paulo deseja expressar seu amor por todos igualmente e não reconhecerá divisões entre eles. [Jamieson; Fausset; Brown, 1873]

5 por causa da vossa cooperação com o Evangelho desde o primeiro dia até agora.

Causa do seu “agradecimento a Deus” (como Filipenses 1:3 marca o objeto sobre o qual repousa o seu agradecimento, e Filipenses 1:4 quando ele dá graças).

por causa da vossa cooperação – (ou seja, verdadeira participação espiritual) em (literalmente, ’em relação a’ ou ’em’ grego, Mateus 28:19).

o Evangelho desde o primeiro dia (de vos tornardes participantes nele) até agora (Atos 2:42; 16:13). Os crentes têm a comunhão evangélica do Filho (1Coríntios 1:9) e do Pai (1Coríntios 1:3), tornando-se participantes da “comunhão do Espírito Santo” (2Coríntios 13:14), e a exercem por atos de comunhão, não somente a ceia do Senhor, mas a santa generosidade para com irmãos e ministros (Filipenses 4:10,15, “compartilho comigo no dar”; 2Coríntios 9:13; Gálatas 6:6; Hebreus 13:16). [JFU]

Contribuir financeiramente com aqueles que trabalham na promoção do Evangelho o faz cooperador deste.

6 E disto tenho certeza: aquele que começou a boa obra em vós irá completá-la até o dia de Cristo Jesus.

até o dia de Cristo Jesus. O fim glorioso do processo de redenção, porque então, e não antes, todo o ser do santo, o corpo (Romanos 8:23), bem como o espírito, será efetivamente libertado de todos os efeitos do pecado. A menção deste dia aqui é, portanto, igualmente importante independentemente se o apóstolo estava ou não contemplando um retorno breve ou distante do Senhor. Se Ele voltar antes da morte do crente, Sua vinda é o momento em que haverá a transformação final; caso contrário, “a redenção do corpo” é adiada. Compare com Efésios 4:30; 2Timóteo 1:12.

O “Dia” de Cristo é mencionado mais adiante (Filipenses 1:10; 2:16), e no total, nas epístolas de Paulo, cerca de vinte vezes. Para uso pelo próprio Senhor da palavra “Dia” em referência ao Seu Retorno como Juiz e Redentor, compare com Mateus 7:22; 10:15; 11:22,24; 12:36; 24:36; Lucas 17:24,26 (“dias”),30-31; 21:34; Jo 6:39-40,44,54. [Cambridge, 1893]

7 Para mim é justo eu sentir isso de todos vós, pois vos tenho no coração, porque todos vós sois participantes comigo da graça, tanto nas minhas prisões, como na defesa e confirmação do Evangelho.

A certeza anteriormente expressa é sustentada pela reflexão de que é justo eu sentir isso – gratidão, alegria, confiança – de todos vós, pois vos tenho no coração, porque todos vós sois participantes comigo da graça: ou seja, os filipenses estão tão unidos ao apóstolo na causa do evangelho, que seria até errado alimentar qualquer outro pensamento sobre eles. Ele tem consciência da comunhão deles tanto nas suas prisões, através da sua solidariedade e pela presença de Epafrodito (Filipenses 2:25,30), como na defesa e confirmação do Evangelho — aspectos negativos e positivos de seu ministério em Roma, onde ele tanto justifica a causa de Cristo como demonstra seu poder salvador (Compare com Efésios 6:19-20). [Dummelow, 1909]

8 Pois Deus é minha testemunha de como sinto saudades de todos vós, com o afeto de Jesus Cristo.

com o afeto de Jesus Cristo (“em entranhável afeição de Jesus Cristo”, ACF; “com a mesma compaixão de Cristo Jesus”, NVT).

9 E isto oro: que o vosso amor seja mais e mais abundante em conhecimento e em toda percepção,

O assunto da oração de Paulo por eles (Filipenses 1:4).

vosso amor – por Cristo, produzindo amor não sóa Paulo, ministro de Cristo, como o fez, mas também uns aos outros, o que não aconteceu tanto quanto deveria (Filipenses 2:24:2).

conhecimento – da verdade doutrinária e prática.

percepção – Percepção espiritual: visão espiritual, audição espiritual, sentimento espiritual, gosto espiritual. O cristianismo é uma planta vigorosa, não o florescimento do entusiasmo. O “conhecimento” e a “percepção” protegem o amor de ser mal julgado. [Jamieson; Fausset; Brown]

10 para que aproveis as melhores coisas, a fim de que sejais sinceros, sem ofensa, até o dia de Cristo;

para que aproveis as melhores coisas (Romanos 2:18); não apenas as coisas não são más, mas as melhores entre as que são boas; as coisas de maior excelência. Pergunte sobre as coisas, não meramente, Não há mal algum? mas, existe algum bem? e qual é o melhor?

sincero – de uma raiz grega que significa examinado à luz do sol e encontrado puro (2Coríntios 1:12,17).

sem ofensa (“sem escândalo”, ACF; “irrepreensíveis”, NVI) – não tropeçando; correndo a corrida cristã sem tropeçar na tentação no seu caminho (Atos 24:16).

até o dia de Cristo – de modo que quando Cristo vier, vocês sejam encontrados puros e irrepreensíveis. [JFU, 1866]

11 cheios do fruto da justiça, que, por meio de Jesus Cristo, é para glória e louvor a Deus.

por meio de Jesus Cristo. “Somos oliveiras selvagens e inúteis, até sermos enxertados em Cristo, que, pela Sua viva raiz, nos faz ramos frutíferos” (Calvino, 1509-1564). [JFU, 1866]

12 Mas quero, irmãos, que saibais que as coisas me aconteceram foram para o avanço do Evangelho,

Os filipenses provavelmente temiam que a prisão de Paulo impedisse a propagação do Evangelho; ele, assim, procura dissipar esse medo. [JFU, 1866]

13 de maneira que se tornou evidente a toda a guarda pretoriana, e a todos os demais, que as minhas prisões são em Cristo;

toda a guarda pretoriana – ou então, “toda a guarda do palácio” (NVI), ou seja,  guardas ligados à sede imperial – ouviram falar dele, provavelmente através dos homens encarregados de cuidar do prisioneiro; e a todos os demais – provavelmente os romanos que visitaram livremente o notável prisioneiro.

minhas prisões são em Cristo – ou então, “estou na prisão por causa de Cristo” (NVI). Em vez de ser esquecido, como os filipenses temem, Paulo é conhecido em Roma como mensageiro de Cristo (compare com Efésios 6:20). Sua prisão se tornou uma oportunidade para o avanço do Evangelho: veja Atos 28:30-31. [Dummelow, 1909]

14 e que a maioria dos irmãos no Senhor, depois de ganharem confiança com as minhas prisões, ousam falar a Palavra de Deus muito mais, sem medo.

irmãos no Senhor [Jesus Cristo] – isto é, unidos a Ele, e uns aos outros pela fé comum. Esta é uma expressão frequente para designar a relação entre cristãos.

ousam falar a Palavra de Deus muito mais, sem medo – ou seja, vendo que estou seguro (compare com Atos 28:30) e que não há perigo de perseguição, e, estimulados pelo meu sofrimento e paciência, eles vão e tornam o evangelho conhecido. [Barnes, 1870]

15 É verdade que também alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade, porém outros, também, de boa vontade.

“Alguns de fato estão pregando a Cristo até por inveja, isto é, para levar adiante a inveja que sentiam em relação a Paulo, por causa do sucesso do Evangelho na capital do mundo, devido à sua firmeza em seu aprisionamento; eles quiseram por inveja transferir o crédito de seu progresso dele para si mesmos. Provavelmente mestres judaizantes (Romanos 14:1-23; 1Coríntios 3:10-159:1, etc .; 2Coríntios 11:1-4).

boa vontade – respondendo aos “irmãos” (Filipenses 1:14); alguns sendo bem dispostos a ele. [JFU]

16 Estes o fazem por amor, sabendo que fui posto para a defesa do Evangelho;

fui posto para a defesa do Evangelho – ou então, “aqui me encontro para a defesa do evangelho” (NVI).

17 mas outros anunciam a Cristo por rivalidade egoísta, não sinceramente, supondo que irão acrescentar aflição às minhas prisões.

Estes rivais pensam acrescentar aflição à suas prisões — supondo que ele ficaria decepcionado com o sucesso deles! Eles proclamam Cristo, portanto, não sinceramente (não em espírito puro), mas com pretensão (Filipenses 1:16,18); e Paulo, embora feliz pelo trabalho deles estar tornando o nome de Cristo mais conhecido, censura seus motivos. [Dummelow, 1909]

anunciam a Cristo por rivalidade egoísta (“por discórdia”, A21; “por ambição egoísta”, NVI).

18 Que, pois? Contanto que de qualquer maneira, ou com fingimento, ou em verdade, Cristo seja anunciado; e nisto me alegro, e continuarei a me alegrar;

E depois? Isso me incomoda como eles achavam que aconteceria? “Contanto que” seu pensamento indelicado para mim, e intenção egoísta, a causa que tenho de coração é promovida “de qualquer maneira” de pregação, “com fingimento (com um motivo, Filipenses 1:16) ou em verdade (por verdadeiro “amor” a Cristo, Filipenses 1:17), Cristo é proclamado; e regozijo-me, sim, e regozijo-me-ei. Estes mestres egoístas ‘proclamaram Cristo’, não ‘outro Evangelho’, como os judaizantes na Galácia (Gálatas 1:6-8); embora provavelmente tendo um pouco do fermento judeu (ver em Filipenses 1:15-16), seu principal erro foi seu invejoso motivo que buscava a si mesmo, não tanto falsa doutrina: se houvesse um erro vital, Paulo não teria se alegrado. A proclamação de CRISTO, no entanto, despertou a atenção e, portanto, estava certa de que seria útil. Paulo pôde, portanto, regozijar-se com o bom resultado de suas más intenções (Salmo 76:10Isaías 10:5,7). [JFU]

19 pois sei que isso me resultará em livramento pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo;

Comentário de A. R. Fausset

me resultará em livramento. Essa proclamação de Cristo de todas as formas resultará em meu bem espiritual. Cristo, cujos interesses são também os meus, será glorificado com isso, e assim o avanço de Seu reino será promovido. Quando o reino vier, ele trará a “SALVAÇÃO” completa (Hebreus 9:28) para mim e para todos cuja “ardente expectativa” (Filipenses 1:20) é que Cristo seja magnificado neles. Portanto, a pregação deles está longe de causar tribulação para mim em minhas prisões, como pensavam (Filipenses 1:16). Paulo claramente cita e aplica a si mesmo as palavras da Septuaginta (Jó 13:16): “Isso resultará em minha salvação”, que se aplicam a todo o povo de Deus em todas as épocas, durante suas tribulações (compare com Jó 13:15).

pela vossa oração e pelo socorro. O grego conecta intimamente os dois substantivos, usando apenas uma preposição e um artigo: “Por meio de vossas orações e (o consequente) socorro do Espírito de Jesus Cristo (obtido para mim por meio de vossas orações)”. [Jamieson; Fausset; Brown, 1873]

20 conforme a minha intensa expectativa e esperança, de que em nada me envergonharei. Ao contrário, com toda a confiança, como sempre, assim também agora Cristo será engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.

em nada me envergonharei – em nada terei motivo para me envergonhar “da minha obra à Deus, ou da Sua obra em mim” (Alford). Ou então, “em nada me decepcionarei com a minha esperança, mas a obterei plenamente” (1João 2:28; Romanos 9:33). [JFU, 1866]

21 Pois, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

Ganharei em qualquer dos casos (Filipenses 1:20). Pois para mim

viver é Cristo. “Vida é apenas outro nome para Cristo” (Peile). Veja Gálatas 2:20. Qualquer que seja a vida, o tempo e a força que eu tenho, é de Cristo; Cristo é o único objetivo pelo qual eu vivo.

morrer é lucro – não o ato de morrer, mas, quanto à apothanein, “ter morrido”, expressa, o estado após a morte. Além da glorificação de Cristo pela minha morte, que é o meu principal objetivo (Filipenses 1:20), a mudança de estado causada pela morte, longe de ser um motivo de vergonha (Filipenses 1:20) ou perda, como meus inimigos supõem, será um “ganho” para mim. [JFU, 1866]

22 Mas, se o viver na carne resultar em fruto do meu trabalho, então não sei o que prefiro.

Comentário de A. R. Fausset

No grego: “Mas se viver na carne (se), isto (digo, a continuação da vida que estou a desvalorizar) for o fruto do meu trabalho (ou seja, for a condição em que o fruto do meu trabalho ministerial está envolvido), então o que escolherei, não sei (não consigo decidir, se a escolha me fosse dada, já que ambas as alternativas são igualmente grandes bens)”. Essa é a interpretação de Alford e Ellicott. Bengel interpreta que o grego permite ao supor uma elipse: “Se viver na carne (for minha porção), isto (continuar vivendo) é o fruto do meu trabalho”, ou seja, essa continuação na vida será a ocasião para produzir “o fruto do trabalho”, que significa “trabalhos” que são ao mesmo tempo seu próprio “fruto” ou recompensa; ou, este meu continuar vivendo terá esse “fruto”, ou seja, “trabalhos” por Cristo. Grotius entende “o fruto do trabalho” como uma forma de dizer para “vale a pena”: Se eu viver na carne, isso vale a pena, pois assim os interesses de Cristo serão promovidos, como Paulo diz em Filipenses 1:21: “Porque para mim o viver é Cristo” (compare com Filipenses 2:30; Romanos 1:13). A segunda alternativa, ou seja, morrer, é retomada e abordada em Filipenses 2:17: “Se eu for oferecido”. [Jamieson; Fausset; Brown, 1873]

23 Estou pressionado por ambos os lados: tenho desejo de partir, e estar com Cristo, o que é muito melhor;

Estou pressionado por ambos os lados – ou então, “Estou dividido entre os dois desejos” (NVT).

partir, e estar com Cristo. O apóstolo certamente acreditava que na morte sua alma deixaria seu corpo e imediatamente estaria com Cristo, pois somente assim a morte poderia ser “lucro”. A alma não é, portanto, aniquilada na morte do corpo. Ela não vai para o túmulo, ou fica inconsciente aguardando a ressurreição, ou flutua no ar, mas, como o ladrão da cruz, parte para o paraíso para estar com Cristo. Foi no estado desencarnado de ambos que o ladrão estava no paraíso com Cristo. [Whedon, 1874]

24 entretanto, ficar na carne é mais necessário por causa de vós.

ficar na carne – por um pouco mais de tempo.

por causa de vós. A fim de estar a serviço de vocês, estou disposto a abrir mão da minha entrada um pouco mais cedo na bem-aventurança; o céu não deixará de ser meu finalmente. [JFU, 1866]

25 Persuadido disto, sei que ficarei e continuarei com todos vós, para que avanceis, e vos alegreis na fé;

Persuadido (“convencido”, NVI; “ciente”, NVT) disto – ou seja, de que “ficar na carne é mais necessário por causa de vós” (Filipenses 1:24).

26 a fim de que a vossa alegria em Cristo Jesus seja abundante, por minha causa, pela minha presença de novo convosco.

Embora seja evidente que Paulo expressou aqui confiança em voltar a ver os filipenses, deve-se lembrar que sua inspiração não revelou exatamente o que aconteceria em todas as ocasiões futuras consideradas pelo apóstolo. Ele fez seus planos como os cristãos hoje fazem seus planos. Portanto, é melhor ver isso como uma expectativa confiante da parte de Paulo em ver os filipenses novamente, e não como uma profecia dogmática de que ele realmente o faria. [Coffman, 1983]

27 Tão somente procedei de maneira digna do Evangelho de Cristo, para que, seja quando eu venha e vos veja, seja ausente, ouça a vosso respeito de que estais num mesmo espírito, com um mesmo ânimo, combatendo juntos pela fé do Evangelho;

Tão somente – ou seja, aconteça o que acontecer, caso eu os visite ou não, faça disto sua única preocupação.

num mesmo espírito – o fruto da comunhão do Espírito Santo (Efésios 4:3-4). [JFU, 1866]

28 e que em nada vos amedronteis pelos adversários, o que para eles é, de fato, indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso vem de Deus.

adversários – inimigos do evangelho. A coragem do mártir cristão mais de uma vez abriu os olhos dos perseguidores para a realidade de seu próprio pecado. Talvez nem sempre o vejam, mas é o sinal divinamente designado de destruição para si mesmos e de salvação para os fiéis. [Whedon, 1874]

29 Pois vos foi dado gratuitamente, quanto a Cristo, não somente o crer nele, mas também o sofrer por ele,

Pois vos foi dado gratuitamente – ou então, “pois a vocês foi dado o privilégio” (NVI). Fé é dom de Deus (Efésios 2:8), forjada na alma não pela vontade do homem, mas pelo Espírito Santo (Jo 1:12-13).

crer nele – acreditar e confiar nEle para obtenção da salvação eterna. O sofrimento por Cristo não é apenas uma marca da ira de Deus, mas um dom da Sua graça. [JFU, 1866]

30 de maneira que tendes o mesmo combate, que vistes em mim, e agora de mim ouvis.

vistesouvis. Eles sabiam de todas as dificuldades que Paulo havia passado quando esteve em Filipos (Atos 16), e tinham ouvido falar da situação dele em Roma. A longa luta deles era como a dele, e deveria ser enfrentada heroicamente até o fim. [Whedon, 1874]

<Efésios 6 Filipenses 2>

Visão geral de Filipenses

Na carta aos Filipenses, “Paulo agradece os cristãos filipenses pela sua generosidade e compartilha como todos são chamados a imitar o amor abnegado de Jesus”. Para uma visão geral desta carta, assista ao breve vídeo abaixo produzido pelo BibleProject. (9 minutos)

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Leia também uma introdução à Epístola aos Filipenses.

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – maio de 2020.