João 16:26

Naquele dia pedireis em meu nome; e não vos digo, que eu suplicarei ao Pai por vós.

Comentário de Brooke Westcott

Naquele dia … (João 16:23, nota). A plenitude do conhecimento conduz à plenitude da oração. A revelação mais clara do Pai resulta em petições mais ousadas “em nome do Filho”; e essa revelação é concedida pelo Paráclito após o Pentecostes.

Não digo … que eu (ἐγώ): Sua confiança então se baseará em uma conexão direta com Deus. Por isso, não falo da minha própria intercessão para apoiar seus pedidos. No entanto, essa intercessão ainda é necessária (1 João 2:1-2), enquanto os discípulos ainda não compreenderem plenamente sua posição como filhos.

Rogar (pedir) ao Pai por vós: Não no sentido direto de “em favor de vocês”, mas sim “a respeito de vocês” (περὶ ὑμῶν), como alguém que busca conhecer a vontade do Pai e, assim, apresenta o caso diante d’Ele. Compare com Lucas 4:38; João 17:9, 17:20. Esse uso do verbo ἐρωτᾷν (perguntar, rogar) em conexão com a oração dirigida a Deus é característico do Evangelho de João. Ele expressa um pedido feito com base na comunhão e é usado no Evangelho apenas para as petições do próprio Senhor (contrastando com αἰτεῖν, João 11:22). Essa peculiaridade explica o uso da palavra em 1 João 5:16, onde o contexto exclui a ideia de uma oração por um irmão em plena comunhão com o Pai comum. [Westcott, aguardando revisão]

< João 16:25 João 16:27 >

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – janeiro de 2021.