Porém eis que a mão do que me trai está comigo à mesa.
Comentário do Púlpito
Esta é a segunda menção do traidor no relato de Lucas sobre a Última Ceia. A partir da recitação de João, concluímos que Jesus voltou várias vezes durante aquela noite solene a este triste tópico. O fato de alguém de seu pequeno círculo íntimo, tão intimamente associado a ele, traí-lo tão vilmente, foi evidentemente uma gota muito amarga na taça de sofrimento do Senhor. Em sua terrível experiência de tristeza humana, era necessário que o Cristo cumprisse em sua própria experiência o que até o mais nobre dos filhos dos homens – Davi, por exemplo – sentiu a falsidade dos amigos. Que sofrimento pode ser infligido a um coração generoso comparável a ele? Certamente aquele de quem foi escrito:”De quem são as tristezas como as minhas?” deve fazer prova desta amargura. Crisóstomo pensa que o Mestre, em algumas dessas repetidas alusões durante a “Ceia”, tentou conquistar Judas para uma mente melhor. [Pulpit, aguardando revisão]
<Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – janeiro de 2021.